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Autocrítica

Como a Autocrítica Pode Te Destruir e o Que Fazer Para Mudar? Veja aqui!

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Autocrítica

Vivemos em um tempo onde, apesar de toda a informação disponível, nos deparamos frequentemente com situações de bullying.

Mas o que isso tem a ver com a autocrítica? Calma, vamos chegar lá!

Segundo Orson Camargo, o bullying pode ser entendido como atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, causando dor e angústia.

Tem o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoaAutocrítica

Diversos movimentos de conscientização nos convidam a nos indignarmos e intervirmos diante de agressões deste tipo.

Muitas pessoas têm adoecido psicologicamente por serem vítimas de críticas, chacota, intolerância às diferenças e depreciação.

É, realmente, inaceitável que coisas assim continuem acontecendo.

Medidas precisam ser tomadas! Concorda? Autocrítica

Aproveitando nossa indignação diante de tamanha violência, quero falar sobre outro tipo de crueldade.

Uma agressão sutil e velada, à qual não costumamos dar importância, e por isso mesmo, pode ser devastadora!

Estou falando da violência que você comete contra você mesmo: A AUTOCRÍTICA!

Autocrítica
Autocrítica

Você já parou para pensar em quão duras e hostis têm sido as palavras que você diz a si mesmo, diariamente, ao longo de anos?

Já parou para escutar, já prestou atenção aos conteúdos depreciativos que povoam seus diálogos internos?

Quanto aos diálogos internos, já falamos sobre eles aqui.

São as conversas que acontecem dentro de nós. Autocrítica

Eles costumam revelar falsas verdades que nos machucam e influenciam nosso modo de viver, nos limitando.

E também servem como pistas de quais crenças e sentimentos temos a nosso respeito e acerca da vida.

Voltando à autocritica, ela é uma espécie de carrasco interior que nos agride, nos julga, diminui, deprecia, condena, fere, machuca e maltrata. 

Ela “esfrega na nossa cara”, sem dó nem piedade, nossos defeitos e fragilidades.

Esta voz crítica manifesta-se nas coisas mais simples do cotidiano e torna-se tão corriqueira e familiar que às vezes não a percebemos nem questionamos. Autocrítica

Pense um pouco agora. Numa escala de 0 a 10, quanto você se critica diariamente?

Vou fazer algumas perguntas para facilitar sua análise.

Veja se suas resposta se parecem mais com as da letra a ou da letra b:

Como você reage quando quebra algo (pode ser pequeno, como um copo, ou algo caro)?

  1. Nossa! Como sou desastrado! Não sei ter cuidado com nada! Tudo que chega à minha mão quebra!
  2. Ah que pena que quebrou! Mas, tudo bem, foi sem querer.

O que você pensa quando sai de casa e só depois se dá conta de que esqueceu de pegar algo importante?

  1. Afff! É muita lerdeza numa pessoa só! Tinha que ser eu mesmo! Sempre esqueço tudo! Minha memória é uma porcaria!
  2. Não acredito que esqueci! Preciso voltar para buscar. Mas, tudo bem, nada acontece por acaso.

O que costuma dizer se algo que está tentando fazer dá errado?

  1. Ai como sou burro! Que idiota que eu sou! Nunca consigo fazer nada certo! Tenho mais é que “quebrar a cara” mesmo para aprender a fazer as coisas direito!
  2. Infelizmente não deu certo dessa vez, mas tudo bem. Posso tentar novamente ou desistir. Farei o que for melhor para mim.

Se a maioria de suas respostas se concentrou na letra a, há indícios de que você tem o hábito de se criticar e tem pouca tolerância às suas próprias falhas.

Isso faz sentido para você? Autocrítica

Mas, por que tanta agressividade contra você? A troco de que? E de onde vem tudo isso?

Muitas vezes tem a ver com o modo como aprendemos a nos ver, na infância.

Nossa autocrítica começa lá na infância!
Nossa autocrítica começa lá na infância!

E isto pode estar relacionado à forma como os adultos (ou até mesmo nossos pares) nos ensinaram a nos enxergarmos.

É assim: Quando uma criança recebe frequentemente tratamento rude e hostil, interpreta que é assim que ela merece ser tratada e passa a repetir este padrão no trato para consigo, até à idade adulta, de modo inconsciente, sem questionar.

Por exemplo: Se uma criança ouve frequentemente que ela é desastrada, lerda, burra e que não faz nada certo, há uma probabilidade muito grande de que internalize estas frases e passe a acreditar que ela é, irremediavelmente, tudo isso.

Então, torna-se refém desses rótulos pejorativos, que seguem com ela até a idade adulta, compondo sua autoimagem.

Depois, as frases vão sendo repetidas automaticamente sem se perceber o teor de violência psicológica que há nelas.

Um nível elevado de autocrítica está relacionado a um alto padrão de exigência para consigo e é típico das pessoas que reconhecem que “se cobram demais”. É o seu caso?

E de onde vem tanta cobrança? Autocrítica

Às vezes a criança interpreta que só recebe amor pelo que ela faz, e não pura e simplesmente por quem ela é.

Então, poderá crescer acreditando que precisa de altos níveis de desempenho para ser amado e aceito.

Na idade adulta, sua vida é uma busca frenética (cansativa e inalcançável também) por perfeição e quando não alcança, se critica e se despreza.

Assim como no bullying, esta violência insistente e repetitiva nos faz adoecer psicologicamente, bloqueando nossos potenciais e minando nossa autoestima. 

Toda essa dureza tem te ajudado a se tornar uma pessoa melhor? 

Algumas pessoas dizem: “não sou autocrítico, sou realista”.

Não se trata de negar a realidade, menos ainda de fazer as coisas sem capricho.

Se algumas características suas te incomodam, você vai precisar administrá-las, mas não é se criticando que você vai se ajudar a mudar.

A autocrítica é uma acusação que só promove culpa e desprezo, não oferece uma ajuda amorosa.

Portanto, quando falhar, você pode reparar seu erro, aprender a lição que ele te oferece e procurar não repeti-lo.

Se deseja mudar, o passo inicial para isso é aceitação.

Quando você se aceita, torna-se capaz de oferecer a si mesmo uma ajuda compreensiva e adequada, em vez de julgamentos e maus-tratos.

Você deseja se amar mais se sair do ciclo da autocrítica? O antídoto é focar no oposto.

Toda vez que uma palavra rude surgir automaticamente, você pode substituí-la, por uma palavra de apoio e incentivo ou por um elogio verdadeiro.

Autocrítica!
Autocrítica!

Seja gentil e tenha paciência com você!

Quando uma pessoa está acostumada a se criticar, precisará de tempo e persistência para mudar este padrão, mas os resultados serão muito gratificantes.

Até breve!

Marina

marinaMarina Queiroz é psicóloga (CRP 03/12231) e está se especializando em Neuropsicologia. 

Atua nas cidades Feira de Santana e Serrinha, na Bahia, com atendimento clínico de crianças, adolescentes, adultos e casais.

Marina acredita que todo ser humano tem em si um potencial inato, uma tendência ao autodesenvolvimento.

E que o autoconhecimento é a chave que desbloqueia este potencial, trazendo plena qualidade de vida e realização. O autoconhecimento proporciona o florescimento da Pessoa.

Contato: marina.queiroz@tempodeflorescer.com.br.

Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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