Atraso neuropsicomotor

Falamos em  atraso no desenvolvimento neuropsicomotor quando o bebê não começa a sentar, engatinhar, andar ou falar numa fase pré determinada, como outros bebês da mesma idade.
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Sempre falo aos pais no consultório que cada criança é de um jeito e tem seu próprio desenvolvimento, que dependerá dos estímulos que ela terá no ambiente para se desenvolver.

Falamos em  atraso no desenvolvimento neuropsicomotor quando o bebê não começa a sentar, engatinhar, andar ou falar numa fase pré determinada, como outros bebês da mesma idade.

Esse termo é usado pelos profissionais de saúde quando se observa que a criança ainda não atingiu certos parâmetros de desenvolvimento esperados para cada fase.

Qualquer bebê pode apresentar algum tipo de atraso no seu desenvolvimento, mesmo que a mulher tenha tido uma gestação saudável, um parto sem intercorrências, e que o bebê seja aparentemente saudável.

No entanto, o mais comum é que este atraso no desenvolvimento afete crianças que tiveram complicações na gravidez, no parto ou depois do nascimento.

Até o primeiro ano, o bebê já consegue alguns progressos: controlar a cabeça (até o terceiro mês), rolar (até o quinto mês), arrastar, sentar, engatinhar e a marchar (até o décimo segundo mês).

É preciso salientar que esses períodos são observados pelos especialistas como aqueles em que a maioria das crianças demonstra os avanços.

Lembrando que cada criança é de um jeito, tem crianças que não engatinham por exemplo, e não é por isso que podem ter atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.

Muitas pessoas não sabem, mas o desenvolvimento motor começa na vida uterina.

Nessa fase, ocorre uma série de transformações que são determinantes na estrutura física do bebê. Além disso, o corpo passa também pelo processo de maturação neurológica e a formação de habilidades relacionadas ao comportamento (e os aspectos cognitivo, afetiva e social).

Os pais devem ficar mais atentos quando as crianças não apresentam o desenvolvimento normal de suas habilidades. Por exemplo: um bebê com um ano e meio já costuma ter o corpo mais firme (movimentos e postura).

Se ele chegar a essa idade com o corpo bem ‘molinho’ é porque algo necessita de uma atenção maior.  Além disso, a criança pode apresentar atraso na fala, distúrbios musculares, dificuldades na alimentação, dentre outros.

O que dizem os estudos

Segundo estudos, as principais causas do atraso psicomotor podem ser divididas em dois grandes eixos: origem ambiental e origem genética. Pesquisadores contaram com uma amostra de 73 crianças para o levantamento.

Ao final da experiência, constatou-se que 38,4% delas correspondiam ao primeiro grupo (ambiental) e 24,6% ao segundo (genético). Outras causas se enquadram em:

  • Causas ambientais investigadas: desnutrição, distúrbios motores (Encefalopatia hipóxico isquêmica; Microcefalia secundária à radiação ionizante, Toxoplasmose congênita, outros).
  • Causas genéticas investigadas: Síndrome de Down, Síndrome de Weaver, Neurofibromatose, outros.

Assim, é muito importante consultar um profissional de saúde para ver o tratamento mais indicado, e assim amenizar os efeitos de atraso psicomotor . O especialista analisará o caso do paciente, assim como o relato dos pais, considerando a ndividualidade da criança.

A partir desse passo, os profissionais começam a delinear qual a intervenção que mais se encaixa na vida da criança. Isso inclui, por exemplo, as especificidades que são mais necessárias às demandas

Leia também: O Nascimento de crianças especiais e como a psicóloga pode ajudar

 

Maíra Pedroso Soares, psicóloga CRP 06/92334.

Especialista em Psicologia Hospitalar e Neuropsicologia, atua na clínica atendendo crianças, adolescentes; adultos, casais e portadores de deficiência; faz avaliação e reabilitação neuropsicológica; realiza atendimento e orientação a gestantes no pré e pós parto.

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(11) 99671-4078

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