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Amor próprio

Amor Próprio ou Egoísmo? Leia Este Artigo e Reflita Sobre Quem Você é!

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Sobre amor próprio e egoísmo

Você é dotado de amor próprio?

Pensando numa escala de 0 a 10, qual o nível de amor que nutre por si?

Se estiver difícil responder, pense em quais de suas atitudes diárias demonstram amor próprio.

Bem, o amor pode ser entendido como um sentimento que induz a proteger ou conservar a pessoa pela qual se sente afeição.

É uma disposição dos afetos para fazer o bem a algo ou a alguém.

Grande afeição ou afinidade forte por uma pessoa. Em se tratando de amor próprio, a pessoa em questão é você, certo?

Então responda:

Quantas das suas escolhas refletem uma postura de autoproteção e afeição por si?

Quantos dos seus posicionamentos, nas suas diversas relações, demonstram cuidados e respeito por você mesmo?

Quantas das suas decisões visam fazer bem a si mesmo e se proteger de desgastes emocionais?

Lembra-se daquela assertiva, bem conhecida em nossa cultura, que diz “ama a teu próximo como a ti mesmo”?

Já parou para pensar que a parte “como a ti mesmo” é comumente esquecida? 

Conheço casos de várias pessoas que têm como prioridade atender às necessidades e desejos dos outros, mesmo quando isto significa negar e sacrificar a si mesmas.

De modo geral, relatam que têm dificuldade para estabelecer um limite e não sabem dizer não.

 Amor Próprio Por isso, seguem se doando e se esforçando (às vezes até a exaustão) por amor aos outros, na mesma medida em que negligenciam o amor e o respeito por si mesmas e por suas necessidades.

Amor próprio
Amor próprio não é fazer tudo pelo outro!

Fazem de tudo para não deixarem de ser vistas pelos outros como “gente boa”, como uma ”pessoa legal”.

Têm medo de assumir uma postura diferente, que as proteja de certos abusos, e serem interpretadas como egoístas.

Este medo impede que alguns indivíduos cuidem melhor de si mesmos. Alguns se sentem culpados só de pensar em fazer algo visando seu bem-estar.

Mais culpados ainda se pensarem que isto pode desagradar a alguém, ainda que minimamente.

É preciso ter cautela! Egoísmo e amor próprio são coisas muito diferentes!

Egoísmo pode ser entendido com um amor exclusivo e excessivo a si, e parte do princípio de que o fundamento de todo pensamento ou ação é a defesa dos interesses próprios.

Um egoísta não divide, não abre mão de suas comodidades jamais. É individualista, e exclusivista.

Obviamente, não estou lhe encorajando a assumir agora uma conduta egoísta, na qual todo pensamento ou ação sejam estritamente em benefício próprio. 

Falo sim de tornar a vida mais leve através do autoamor.

Quando você se cuida, se protege, se preserva, se ama e se mantém bem e saudável, todo o mundo ao ser redor é afetado positivamente.

Amor próprio
Amor próprio é cuidar de si mesmo, ser feliz!

Quanto mais você se sente feliz, mais capaz é de oferecer ajuda e tornar agradável a convivência com os outros.

Uma pessoa que está em paz e sentindo-se bem consigo, está mais propensa a ser compreensiva.

Uma pessoa que sente-se amada por si mesma e tem uma profunda sensação de autoapreciação provavelmente possui uma grande tendência a ser generosa, altruísta, prestativa e desprendida  (e isto é exatamente o oposto de egoísmo!).

Muito mais do que alguém que não se sente realizado, pelo contrário, sente-se frustrado, sugado. Quando você se ama, todos ganham!

A ausência do amor próprio leva à autonegligência.

Ou seja, à inexistência de atenção, cuidado e respeito próprios; A pessoa passa a funcionar num padrão de desleixo, descaso, desconsideração, indiferença e até desprezo para consigo.

A pessoa que doa-se excessivamente ao outro, em prejuízo de si, normalmente sente-se usada, explorada e se queixa de, muitas vezes, não receber nem um agradecimento em retorno.

Há aqueles que em certo ponto da vida sentem-se cansados, até esgotados de tanto “carregar as cargas do outros” e não sentem que tem alguém com quem compartilhar o peso do próprio fardo.

Há situações em que o sujeito sente que “arruma a vida de todo mundo”, enquanto a sua lhe escapa entre os dedos.

Se este for seu caso, pense por um instante nas reais razões pelas quais você continua tomando as cargas alheias para si…

 Amor Próprio Provavelmente deseja ajudar. Contudo, algumas vezes, nossa dedicação irrestrita à vida dos outros (até em prejuízo próprio) nos fala também de um desejo nosso de estar no controle de tudo.

Amor próprio
Amor próprio não é estra no controle de tudo!

De decidir e escolher pelos outros também. É como se não confiássemos que eles também são capazes de fazê-lo.

Como se não conseguíssemos tolerar o fato de que o outro faz as coisas de modo diferente do nosso, o que não significa que está errado.

E na ânsia de fazer as coisas acontecerem do nosso jeito (porque acreditamos que é o melhor e mais certo) tomamos tudo para nós e nos obrigamos a carregar um fardo maior do que podemos suportar.

Já lhe passou pela cabeça que você pode não estar ajudando tanto?

Que pode estar impedindo que a outra pessoa cresça, se desenvolva, adquira autoconfiança e autonomia, quando não permite que ela passe pelo desafio de carregar as próprias cargas?

Já lhe ocorreu que você tem o poder de escolher?

Sim, você pode escolher não assumir responsabilidades que não são suas, não se envolver emocionalmente em problemas que são de outras pessoas, não assumir compromissos que desrespeitem seus limites e necessidades…

Você pode escolher não se comprometer com situações que você já sabe que vão te fazer mal, só porque isto é o que o outro demanda de você.

Você pode escolher se comportar de uma maneira que reflita mais amor próprio.

Amor próprio
Amor próprio é uma escolha!

É possível escolher proteger as emoções. É possível continuar sendo altruísta, sempre que isto não te machuque ou desrespeite.

Você pode aprender a dizer não, quando necessário, de forma bastante honesta, amorosa, respeitosa e cortês.

E se achar que sozinho não consegue, não há nenhum demérito em procurar ajuda.

Isto posto, permita-me perguntar novamente: Pensando numa escala de 0 a 10, quanto você possui de amor próprio?

Recomendo que você leia também: Autoconhecimento: Você Realmente Sabe Quem é Você?

Marina Queiroz

Obs. Os conceitos de amor, negligência e egoísmo aqui mencionados estão baseados em  registros encontrados no Léxico Dicionário de Português Online e Priberam Dicionário da Língua Portuguesa Online.

Marina Queiroz é psicóloga (CRP 03/12231) e está se especializando em Neuropsicologia. 

Atua em Feira de Santana, na Bahia, com atendimento clínico de crianças, adolescentes, adultos e casais e oferece também serviço de orientação psicológica online para todo Brasil.

Marina acredita que todo ser humano tem em si um potencial inato, uma tendência ao autodesenvolvimento.

E que o autoconhecimento é a chave que desbloqueia este potencial, trazendo plena qualidade de vida e realização. O autoconhecimento proporciona o florescimento da Pessoa.

Contato: marina.queiroz@tempodeflorescer.com.br.

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