Você é muito novo pra saber o que quer! Adolescentes e sexualidade

Precisamos estar atentos ao que ocorre nos dias atuais, pois se em outra hora nós não tínhamos acesso a esse tipo de informação não significa que precisamos reprimir os adolescentes
adolescentes e sexualidade
Como você pode saber o que quer ou do que gosta se mal começou a viver a vida? 
 
Você realmente acredita que pode entender mais desse assunto do que eu? 
Será mesmo que todos aqueles amigos que você diz que tem estarão ao seu lado quando você mais precisar?
 
São tantos os questionamentos que os adolescentes recebem  dos adultos que fica difícil no início desse texto entender exatamente do que eu quero falar, por isso vou facilitar pra você:   Vamos falar sobre sexualidade! 
 

Adolescentes e sexualidade

 
Veja bem, eu disse sexualidade e não sexo, afinal não é o meu intuito incentivar ninguém a praticar algo ao qual não está preparado. 
 
Estamos na era do acesso à informação e isso é algo com o que não há que se discutir,  neste mesmo momento o seu filho adolescente está tendo acesso a informações que você sequer  imaginava que pudesse existir,  hoje falamos de gêneros, transgênicos, bissexualidade homossexualidade,  heterossexualidade, mas o que isso realmente quer dizer?
 
Isso quer dizer que precisamos estar atentos ao que ocorre nos dias atuais, pois se em outra hora nós não tínhamos acesso a esse tipo de informação não significa que precisamos reprimir os nossos quando eles tentam conversar conosco sobre o assunto, é eu sei que essa é uma coluna para adolescentes mas o feedback que eu venho recebido vem também por parte dos pais e é por isso que hoje eu estou falando para você pais de adolescentes e não para o próprio adolescente.
 
 

O que os pais precisam saber

 
 A realidade é que o mundo evoluiu e a mente adolescente tem uma plasticidade muito maior do que a nossa mente adulta, o que nos faz ter tamanha dificuldade em abordar determinados assuntos, afinal nós não fomos instruídos sobre como abordá-los  de fato, o que nos deixa na defensiva, ou seja partimos para o ataque na esperança de que o assunto morra ali.
 
Todavia, sinto te informar que a vida real não é bem assim seu filho vai procurar ajuda onde ele acha que será compreendido e se você não fizer parte desse círculo pode ser que lá na frente você venha se arrepender. 
Mas é só uma fase, você costuma dizer.
 
 Isso vai passar! Outra coisa que você costuma dizer. Isso é influência dessas amizades, dessas pessoas com quem você anda, e é daí para pior.
 
Você apenas esquece que todas essas frases prontas ele já ouviu e não o agradaram e é justamente por isso que ele vai buscar no meio “dessas” pessoas e “dessas” amizades, como você diz, o esclarecimento que falta dentro de casa.
 
Entenda, não digo aqui que você deve incentivar o seu filho a ser isso ou aquilo ou a se interessar por alguém seja do mesmo sexo ou do sexo oposto, afinal estamos falando de adolescentes, mas sim que passe a enxergar que eles farão por conta própria quer você queira quer não, porém não seria muito melhor se você tivesse acesso ao que ele faz?
 
Isso te permitiria orientar, isso mesmo orientar, o que não é igual a reprimir, pois só porque você não compreende algo não quer dizer que seu filho não compreenda.
 
A sexualidade é construída no decorrer da vida, para alguns isso acontece bem cedo, para outros pode nunca chegar a haver uma definição, mas imagine passar por algo assim por conta própria, ficando à mercê de outros adolescentes que podem ou não entender sobre o que estão falando, ou ainda à mercê da famosa busca na internet. Acho que você não deseja isso para o seu filho, eu sei que não desejo para o meu.
 
Se não sabe a linguagem que seu filho utiliza, informe-se, caso não saiba como conversar com ele sem grandes atritos ou duelos de opiniões, cale, se afaste, processe e só então retome a conversa.
 
Seja franco,mas não seja rude. Não o diminua por sua idade ou pouca experiência de vida jamais, afinal aprendemos coisas novas todos os dias e, muitas vezes, algumas dessas coisas são eles que nos ensinam.
 
Seja responsável no sentido literal da palavra, seja pai ou seja mãe, esteja presente, se faça presente, o resto a vida ensina a lidar.
 
Um grande abraço e até o próximo texto!  
 
 

 

Ellen de Oliveira Moraes Senra – CRP 05/42764

Psicóloga especialista em Terapia  Cognitivo Comportamental, autora do livro digital Adolescer sem Vacilo: Compreendendo o Universo Adolescente

Experiência no atendimento clínico a Crianças e Adolescentes individual ou em grupo.

Contatos: Tel/Whatsapp (21)97502-4033

Email: ellenmsenra@gmail.com

      
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