Adolescência e Adjetivos Pejorativos: Repense Suas Atitudes

adolescencia

Adolescência.

Olá!

Vamos bater um papo hoje um pouco mais consciente?

Percebo que geralmente eu venho tentando “vender” uma ideia ou convencer sobre algo, o que é de extrema importância quando falamos de adolescência.

Todavia, informação é tudo e, quando comparada ao contexto do que se encontra na realidade do interior das salas de psicologia, creio que seja imprescindível.

Adolescência, adolescer, adolescendo……

Aborrecente, chato, implicante, do contra, quantos adjetivos pejorativos são utilizados levianamente para referir-se a uma fase de tamanhas transformações sem que as pessoas se quer percebam que o estigma fica, prende, maltrata, pois, um ser humano é um ser provido de emoções desde a mais tenra idade.

Para alguns, ao ler os adjetivos acima descritos, eu estaria definindo igualmente bem o conceito desse período, mas tem um adjetivo que não costumamos encontrar associado ao adolescente:

Individualidade. Adolescência. 

Individualista?

Egoísta?

Já ouvimos muito, mas indivíduo, um pouco mais difícil visto que suas emoções, ações e pensamentos nem mesmo são muito considerados, salvo os extremos, ou seja, quando a coisa sai do controle total e entra no campo do exagero ou da escassez, ou seja, dos ataques extremos de raiva ou da apatia e inércia proveniente de alguém que já desistiu de tentar se fazer compreender.

Ocorre que tratamos o adolescente como um “corpo estranho” ou um “extraterrestre”, mas esquecemos que essa conotação nos atrasa quando o assunto é compreensão.

Se é que existe esse objetivo de fato, afinal, quando se deseja compreender algo, nos damos ao trabalho, de ouvir, ponderar, questionar para então compreender e entender como lidar mais assertivamente.

Adolescência. Pesquisas recentes apontam a adolescência como a fase contemplada entre 10 e 24 anos e não mais dos 12 a 18 como outrora, porém eu pergunto a você se tentou compreender o porquê dessa mudança.

Se antes acreditávamos que a idade (biologicamente falando) era o preditor da maturidade, hoje podemos afirmar que não é bem por aí.

Ouso ainda dizer que os pesquisadores custaram a chegar a essa conclusão que, no meu entendimento, chega a ser óbvia demais.

Homens amadurecem mais tarde, eles dizem, mas eles não se dão conta que em uma sociedade machista isso se torna perfeitamente compreensível.

Maturidade não tem a ver com idade, tem a ver com experiência, visão de vida e até mesmo educação, para isso você não precisa ter sessenta anos, até porque conheço jovens de 75, pirralhos de 30 e verdadeiros sábios de 08, 14, 18 anos.

É nesse ponto que eu pergunto:

Onde está escrito que o adolescente não sabe de nada?

Eu lhe digo:

NÃO ESTÁ!!! Adolescênc

adolescencia

Hoje eu te convido a olhar para um por vez e não para todos, pois se não for assim nossa sociedade não muda, nossos jovens não amadurecem (como poderiam se não os deixam?) e viveremos num hábito constante de traçar adjetivos populares para categorizar algo que não pode se caracterizar apenas pelo comportamento da massa, o ser humano.

Veja bem, não me refiro a que todos são diferentes, mas preciso ressaltar que não são todos iguais e que a partir do momento em que a sua escolha envolve a rotulação do indivíduo você contribui para a manutenção de um problema e não da tão sonhada modificação comportamental, pois o que vejo são pessoas idealizando a melhora de um sintoma que é resultado direto de como se trata o ser adolescente ao invés de buscarem o que os próprios podem fazer para que o já tão conhecido efeito de ação e reação se concretize.

Lembrem-se:

Adolescência. Nossas atitudes provocam reações em cadeia, portanto se o seu comportamento é pautado por rótulos, naturalmente as reações que virão provenientes disso também o serão.

Desta maneira tento diariamente me questionar sobre como fazer a minha parte numa história que vem acontecendo há algumas décadas e percebi que responsabilizar aos adolescentes por suas atitudes é tão importante quanto assumirmos nossa parcela de culpa.

Enquanto sociedade no que compete aos mesmos, ao seu desenvolvimento emocional e sua capacidade de diálogo e resolução de problemas, ou seja, aquilo que no meio profissional chamamos de competências socioemocionais, aquilo que permite a qualquer indivíduo a receber determinada informação, processar a mesma e então reagir assertivamente.

Indo um pouco mais além, aquilo que nos permite perceber que nossas emoções respondem a determinada maneira de pensar e por consequência tomamos partido de determinado modo de agir.

Sendo assim, porque não oferecer o que temos a acrescentar e nos permitir aprender qual é a demanda específica de cada um?

Neste momento aqueles que tem filhos ou até mesmo irmãos ou sobrinhos já crescidos podem me auxiliar dizendo se é ou não verdade que cada um cresceu e se desenvolveu de maneira individual e própria independente do modo de criação ser o mesmo, pois o que muda de fato é a pessoa com quem lidamos, o que faz com a mesma criação tenha efeitos completamente diferentes de pessoa para a pessoa.

Adolescência. REFLITAM e acolham os seus, procurem entender quem é a pessoa com quem estão lidando para então lançar mão de adjetivos.

Embora o ideal ainda seja deixar de lado qualquer termo pejorativo que possa servir para prejudicar e ferir a integridade e autoestima.

Grande abraço e até a próxima!

Leia também o artigo que nos diz sobre a importância da terapia na adolescência: https://opsicologoonline.com.br/o-adolescente-em-terapia/

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Ellen de Oliveira Moraes Senra – CRP 05/42764

Psicóloga especialista em Terapia  Cognitivo Comportamental, autora do livro digital Adolescer sem Vacilo: Compreendendo o Universo Adolescente

Experiência no atendimento clínico a Crianças e Adolescentes individual ou em grupo.

Contatos: Tel/Whatsapp (21)97502-4033

Email: ellenmsenra@gmail.com

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Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 3 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura.

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