Adolescência e Autoestima

Recentemente lancei um livro sobre isso e queria trazer a mesma perspectiva para você, porém falando numa linguagem que você entenda.
Young girl student on the background of green blackboard.

Olá novamente!

Cá estou eu para mais um bate papo com você, leitor desse blog.

O papo de hoje pode parecer pesado ou pode ser suave, acho que é assim que os adolescentes falam né, afinal, cada dia que passa estou mais próxima de estar longe da adolescente que existia em mim, acho que é por isso que gosto tanto de me cercar dos jovens, de trabalhar com eles em conjunto, preferencialmente para que não sofram do mesmo que eu sofria nessa faixa de idade.

Hoje quero conversar com você sobre autoestima, recentemente lancei um livro sobre isso e queria trazer a mesma perspectiva para você, porém falando numa linguagem que você entenda.

Autoestima significa gostar de si mesmo, se aceitar, compreender e viver bem com quem e como você é, mas quando não gosta de algo ou deseja modificar algo em si, compreende que aquilo não te define e corre atrás para fazer por onde.

Autoestima é sair da posição de vítima e se colocar na posição de liderança, mas não liderança de um grupo e sim liderança de si mesmo.

O nome do livro que lancei é Autoamor, ou seja, amor próprio dito de maneira mais bonitinha e comercial, então eu te pergunto:

Você tem praticado o Autoamor?

Sei que o padrão de comparação na idade dos adolescentes não é nada fácil, sei que a tendência é comparar seu corpo com o do colega ou da colega, perceber quem tem mais ou menos espinha, quem tem o corpo mais desenvolvido, o melhor cabelo, fora a questão popularidade.

Quem tem mais amigos, quem tem mais seguidores nas redes sociais, quem tem mais tem mais likes nas fotos, quem bomba mais no twitter, enfim, hoje você tem muito mais fontes de incômodos e preocupações do que eu tinha na minha época e longe de mim querer dizer que tudo bem se sentir assim, mas também não posso deixar que você se veja definido por um padrão que o mundo criou e impôs a você, afinal igual a você não existe mais ninguém e isso é um fato que você pode encarar como positivo ou negativo, só depende de você.

Me pego pensando em como me sentia aos meus 12 anos, como eu era o patinho feio da turma, como era a última a ser vista, a última a ser enxergada, como eu era a ótima amiga, mas não quem os meninos olhavam quando passavam, como eu era a amiga que aos 15 ficava com o menino que ninguém queria ficar, afinal eu era a menina que ninguém queria ficar.

Todavia, tenho um segredo para te contar, não era a minha aparência que fazia a diferença, era a minha atitude, eu me achava feia e passava isso para todo mundo, andava meio curvada e se pudesse me esconder era o que faria, sendo que passado mais um ano descobri meu cisne interno e passei a caminhar feito um, cheia de graciosidade, com toda atitude de quem se acha a tal e, vejam só, funcionou perfeitamente, pois aqueles que antes queriam apenas a minha amizade passaram a demonstrar interesse, mas agora o interesse quem não tinha era eu, baba baby….sim, sou da época da música da Kelly Key e na época achava o máximo, hoje você nem deve saber quem ela é.

Pois bem, era essa a história que eu tinha para te contar hoje, sobre uma menina que quando aprendeu que o amor próprio movia montanhas começou a perder o medo de aparecer e deu início a sua vida de fato, então independente se você é homem ou mulher, que tal começar hoje, quero dizer, agora para ser exata, a exercitar o seu autoamor?

No mais, estou sempre por aqui se precisar.

Um grande abraço e até o próximo texto.

Leia também: Adolescentes: descobrindo quem são seus amigos verdadeiros

 

Ellen de Oliveira Moraes Senra – CRP 05/42764

Psicóloga especialista em Terapia  Cognitivo Comportamental, autora do livro digital Adolescer sem Vacilo: Compreendendo o Universo Adolescente

Experiência no atendimento clínico a Crianças e Adolescentes individual ou em grupo.

Contatos: Tel/Whatsapp (21)97502-4033

Email: ellenmsenra@gmail.com

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