A qualidade nos relacionamentos após o abuso sexual

Na verdade, qualquer pessoa pode sofrer esse tipo de abuso, como as crianças, adolescentes, adultos e idosos.
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Será possível manter um relacionamento saudável, mesmo com o trauma de um abuso sexual?

É fato! O abuso sexual traz um trauma terrível, que deixa marcas profundas no decorrer da vida da vítima desse abuso.

O abuso sexual é um crime. É imoral, perverso! Na maioria das vezes, quando se pensa em abuso, logo vem a cabeça crianças e principalmente mulheres.

Na verdade, qualquer pessoa pode sofrer esse tipo de abuso, como as crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Para todos que sofrem esse abuso, desenvolvem muitos sentimentos negativos, pois essas marcas negativas podem até se transformar em doenças psicossomáticas, por isso é fundamental que a vítima faça psicoterapia pare conseguir lidar com essa dor, ressignificando sua história.

Não digo esquecer! Afinal, a vítima não está sofrendo de amnésia, mas aprender a reelaborar isso internamente.

Quando a criança sofre um abuso sexual, mesmo que ela não fale do fato ocorrido, dará alguns indícios dessa dor. Passa muitas vezes a ter alterações de comportamentos e alterações de humor.

As crianças mudam muito suas atitudes, ficam ais agitadas, introspectivas e totalmente inseguras.

 E quando ocorrem com adultos? Homens, mulheres e idosos? Também passam por alterações de comportamento e de humor.

Tornam-se pessoas mais inseguras e geralmente enfrentam crises de choro, agressividade, crises de ansiedade e sensações de angústia.

Alguns entram na tão temida depressão, por não conseguir lidar com aquilo internamente.

Outro fato muito comum, são as atitudes persecutórias, pois onde está acha que tem alguém lhe seguindo ou olhando fixamente para ela.

 Quando não conseguem lidar com essa situação pode ocorrer também a tentativa de suicídio, já que o sofrimento é tão grande.

Como este assunto de suicídio é bem delicado, vou falar um pouco mais sobre isso, para que se possa entender e ajudar as pessoas que tentam o suicídio.

Ao passar por um abuso sexual, a pessoa apresenta algumas dificuldades psicológicas e não consegue encontrar uma solução para essa imensa dor. É um sofrimento constante, uma sensação de que nada mais faz sentido.

A pessoa pode tentar suicídio por vários motivos, além do abuso sexual, como por exemplo, uma insatisfação com sua vida pessoal, por algum sentimento de culpa, sensação de impotência e raiva.

Muitos também apresentam um desejo de transformação em algum aspecto em sua vida, mas com não conseguem lidar com isso, acham que a morte anulará sua dor.

 A tentativa de suicídio é tão grave, que pode levar a pessoa a adquirir alguns transtornos mentais, como a depressão, transtorno bipolar, transtornos de personalidade e até esquizofrenia.

Sendo assim, é muito importante que a família fique bem atenta e ao perceber as intenções do suicida deve-se em primeiro lugar conversar muito com a pessoa, porque o fato de falar sobre o suicídio alivia a angústia e a tensão dos pensamentos destrutivos, que a pessoa venha a ter.

Temos que aprender a empatia, colocar-se no ligar desse possível suicida para analisar o que está passando em sua vida, mas lembre-se sem julgamentos.

Jamais deixe matérias, utensílios espalhados pela casa que poderão causar algum tipo de perigo.

                É fundamental, estimular a pessoa a procurar ajuda psicológica, pois poderá desabafar sem críticas.

Segundo algumas pesquisas recentes, o suicídio ocorre mais entre os homens do que em mulheres e sua maior incidência é na faixa etária dos 15 aos 29 anos e após os 70 anos de idade, lembrando que isso oscila com o momento presente vivido no país na época dessa tentativa.

Será que uma pessoa que já tentou se matar sempre tentará novamente? Isso ocorre quando não é tratado, pois quando se trata do esse risco de suicídio, a pessoa não terá mais esse risco, desde que seja bem trabalhado, por isso insisto na psicoterapia.

Caso contrário, quando a pessoa não está sendo tratada, cada tentativa aumenta ainda mais a chance de tentar o suicídio novamente.

Mas como perceber se meu parente é um suicida?  O suicida dá alguns indícios do seu desejo, fala de suas intenções de alguma maneira, mas o maior problema é que a maioria das pessoas ignoram essas falas.

Para que você consiga reconhecer o suicida, fique atento em alguns pontos: tristeza excessiva, aquele sofrimento constante, a pessoa tem a sensação de que nunca passa.

Na maioria das vezes tende a ter isolamento social, prefere ficar sozinha com seus pensamentos negativos, passa a ter perda de interesse por tudo que está seu redor.

Oscila muito em seu humor e em seus comportamentos, raiva e ódio descontrolados, ficando com certa apatia, crises de ansiedade e até depressão.

O uso de drogas, remédios e álcool podem ser seus companheiros e já nem se preocupa mais com a aparência devido sua baixa autoestima.

Um ponto muito importante é a simulação de melhora ou até uma melhora repentina, que poderá ser simplesmente por já ter tomada a sua decisão: o suicídio.

Para ajudar o suicida, pergunte diretamente sobre suas intenções, sem rodeios, mas ao conversar estava olhando dentro de seus olhos para que perceba que você está realmente conectado com ele.

Sonde seus planos, sem julgamentos e não seja dramático, isso só prejudicará o andamento da conversa.

Agora que você entendeu bem como lidar com o suicida, vamos retomar ao abuso sexual.

Muitas pessoas que sofreram abuso sexual em alguma época da sua vida, mantém esse segredo durante anos ou até mesmo por uma vida inteira. Imagine o sofrimento que isso acarreta a pessoa!

Esse segredo pode ser por medo, vergonha de buscar ajuda, receio da reação e opinião dos outros. O que será que vão pensar de mim?

Fora o medo de denunciar o próprio agressor, principalmente quando faz parte da família.

  Ressalto a importância da pessoa falar sobre o abuso sexual para quem ela confia, pois isso ajudará a se sentir um pouco melhor, na medida do possível, porque quando guardamos nossas angústias e medos, gerará cada vez mais um grande sofrimento.

Mas será possível superar um abuso sexual? Sim! Mas como?

Será necessário um grande apoio e acolhimento familiar e de amigos bem próximos. Jamais se culpar pelo ocorrido, lembrar sempre que você é a vítima!

A psicoterapia terá um papel fundamental, pois ajudará a trabalhar e elevar a autoestima, que tende a ficar abalada com o abuso.

Ter pensamentos positivos em relação a sua vida, estabelecer metas a serem seguidas e atingidas.

Um dado importante que será trabalhado é que não deixe de se relacionar com as pessoas, acredite que existem pessoas boas no mundo.

Será possível a superação? Sim, mas não será fácil, mas quando temos apoio e ajuda psicológica sempre será possível.

Leia também: Será possível superar uma traição?

 

Paula Espíndola é psicóloga clínica CRP 06/50889. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Experiência em atendimentos sobre quaisquer relacionamentos, principalmente os relacionamentos amorosos.

Respondendo dúvidas no Canal do YouTube PAULA ESPÍNDOLA PSICÓLOGA sobre relacionamentos feita através das redes sociais, a seguir:

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Carlos Costa

Carlos Costa

Psicólogo há 5 anos (CRP-06/122657), coach, empreendedor, músico, poeta e escritor. CEO e fundador do portal e plataforma “O Psicólogo Online”. Através de seus cursos e materias vem contribuindo com a psicologia e com os profissionais psicólogos para uma melhor prática da psicologia online no Brasil e com a valorização da profissão. É criador da plataforma de atendimento online “O Psicólogo Online” que auxilia psicólogos a agendarem e receberem por suas sessões de forma simples e segura e Co-Fundador do Instituto de Terapia Online, que capacita e certifica profissionais para atuarem online de acordo como o CFP.

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