A linguagem dos investimentos

Aprender a investir o seu dinheiro passa por aprender a falar um novo idioma
a linguagem dos investimentos

Aprender a investir o seu dinheiro passa por aprender a falar um novo idioma. 

“Espera, então para começar a investir eu vou ter que falar inglês?” Não, não. Estou falando da linguagem própria do mundo dos investimentos, o jargão utilizado na economia. 

A metáfora do novo idioma é muito útil para explicar por que ficamos tão resistentes a esse novo aprendizado. 

 

Imagine que você foi morar em outro país cujo idioma você não domina. No início realmente vai ser difícil de entender qualquer coisa. E se você tiver amigos brasileiros por perto, grandes são as chances de você só conversar em português mesmo. 

Mas se você começar a fazer algumas aulas, aos poucos vai começar a entender alguma coisa do que os estrangeiros estão dizendo. Vai captar uma ou outra palavra, juntar com os gestos e vai acabar por entender o que estão dizendo. 

Assim também você vai começando a se comunicar e, quando menos esperar, estará sabendo o necessário para o seu dia a dia. 

 

Com a linguagem dos investimentos também é assim. No início, parece um idioma alienígena, cheio de siglas ainda por cima. SELIC, IPCA, CDI, CDB, LCI, LCA. Sua cabeça já está dando nó nesse momento. 

Mas com o tempo, conforme você lê mais sobre isso, assiste a vídeos, faz cursos, aos poucos começa a dominar também essa linguagem. 

É claro que a maioria das pessoas não precisa entender de economia como um economista. Mas afirmo com bastante convicção que todo mundo precisaria saber pelo menos alguns conceitos básicos para entender para onde está indo seu dinheiro e por quê. 

E talvez seja exatamente esse o ponto em que muitas pessoas desistem, tanto do inglês como do “economês”. 

Que ponto? Aquele ponto em que você ainda não está falando quase nada e está entendendo muito pouco. Superar essa barreira é muito difícil porque evitamos a todo custo esses sentimentos de frustração por “não saber”.

Preferimos nos agarrar aos conceitos que já sabemos, mesmo que sejam fruto de crenças que não fomos atrás de comprovar. Mesmo que não estejam melhorando muito nossas vidas. 

E mais do que isso: acreditamos que para falar inglês ou economês é preciso ser muito, mas muito bom nisso. Praticamente é preciso ser professor de inglês e economista. 

Será mesmo?

Na verdade, para o cotidiano da maioria das pessoas, saber o básico já ajuda muito. Muitas vezes já te coloca em posição de poder questionar o que seu gerente do banco te oferece como sendo um investimento incrível. Incrível para ele, no caso. 

Todo mundo em algum momento vai acabar tendo que lidar com dinheiro, quer queira quer não. Pensando nisso, seria muito bom se a Educação Financeira fosse matéria obrigatória na escola.

Mas para nós, que não tivemos aula disso na escola, as coisas não estão perdidas. 

Você deve estar se perguntando agora, “ok, já entendi, mas por onde eu começo?”.


Você pode começar pela Internet. Existe muito material bom e gratuito disponível online. Falei bastante sobre isso no meu texto e na live “Como estudar Educação Financeira”, disponíveis aqui

Nessa live, dou dicas de materiais gratuitos e dos educadores financeiros que eu recomendo. Assim você pode saber exatamente por onde começar a estudar. 

 

Com toda a competição por audiência na Internet, os produtores de conteúdo precisam oferecer cada vez mais qualidade para disputar a sua atenção. E você não só pode como deve aproveitar esse momento para adquirir as habilidades que você precisa para se desenvolver. 

Mas como eu sei também que a enorme quantidade de conteúdo e informação acaba nos deixando perdidos e confusos, organizei na live o conteúdo que você precisa para dar os primeiros passos. 

Por último, mas não menos importante, uma coisa tem que ficar bem clara: de nada adianta estudar se você não começar a colocar em prática. 

E não estou falando de pegar tudo que você tem e colocar em um investimento que você acabou de conhecer. Nada disso. 

Estou falando de começar a colocar em prática esses conhecimentos. Começar a fazer pequenos testes para ver como você se sente ao investir. Começar a conversar com as pessoas sobre isso. Começar a entender os conceitos na parte de economia do jornal. 

E colocar em prática também ao fazer perguntas melhores para o seu gerente do banco. Questionar o que ele te oferece. Pedir maiores explicações.

Pode ser um pouco trabalhoso no início, mas quando você pegar o ritmo terá bastante autonomia para gerenciar seu dinheiro e seus investimentos. 

Para se tornar investidor ou investidora, você não precisa de grandes somas de dinheiro. Precisa apenas começar.  


Leia também: Na segunda-feira eu começo: o drama do autocontrole

 

Deyse Medeiros é psicóloga (CRP-01/20480) e servidora pública, graduada em Letras e Psicologia, com formação em Psicologia Econômica, e uma estudiosa apaixonada de Educação Financeira. Atua como psicóloga online na abordagem psicanalítica e na interface entre Psicologia Econômica e Educação Financeira.

 

Acredito que quanto mais conscientes estivermos de como nossas emoções afetam nossa relação com o dinheiro, mais capazes seremos de tomar boas decisões. Decisões que realmente reflitam nossa verdade interior, que estejam alinhadas com nossos sonhos e metas, enfim, que nos conduzam a uma vida melhor e mais rica, não só de dinheiro, mas também de experiências e possibilidades.

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