A importância do vínculo mãe-bebê e a ajuda psicológica na formação

A formação do vínculo não é automática e imediata, pelo contrário, é gradativa.

Muito antes de seu nascimento, tem início a formação do vínculo entre a futura mamãe e seu bebê.

A formação do vínculo não é automática e imediata, pelo contrário, é gradativa e, portanto, necessita de tempo, compreensão e amor para que possa existir e funcionar adequadamente.

É, também, fundamental para que possa compensar os momentos de preocupações e reveses emocionais maternos e que todos nós estamos sujeitos no cotidiano.

De acordo com Winnicott (2000), um bebê não pode existir sozinho, pois é essencialmente parte de uma relação onde se constitui a partir do outro, biologicamente e psiquicamente, e a mãe deve ser suficientemente boa, capaz de oferecer um ambiente suficientemente bom, convivendo sem prejuízos psíquicos.

Importância do vínculo mãe bebê

 O bebê sente o que a mãe sente.Quando a futura mãe conversa, ouve música, faz massagem na barriga, entre outras coisas; já está se comunicando com o ele e formando o vínculo.

O bebê responde com os movimentos que faz, quando começa a descobrir-se como ser distinto, separado do ambiente uterino.

Com o decorrer do tempo, o bebê começa formar ideias sobre as intenções maternas em relação a si mesmo.

Desta maneira, se a mãe for amorosa e tiver uma relação afetiva rica com seu bebê, contribuirá para que nasça uma criança confiante e segura de si.

Assim também, se mães deprimidas que, por uma razão qualquer, privam o feto de seu amor e apoio, certamente favorecerão o estado depressivo e a presença de neuroses na criança e que podem ser constatados após o nascimento, pois sua personalidade foi estruturada num clima de medo e angústia.

Mesmo a gestante que rejeita seu filho comunica-se com ele através do fornecimento do alimento.

Mas, a qualidade desse vínculo é diferente da mãe que o deseja e esta é a grande diferença, pois não é apenas uma comunicação biológica.

É fundamental lembrar que as preocupações passageiras e simples do cotidiano não lhe oferecem risco algum, pois sequer podem levar o organismo materno à produção de hormônios.

O que o afeta e prejudica sobremodo são as situações que induzem à produção intensa e contínua de hormônios, como a ansiedade materna, que pode, inclusive provocar o estresse da mãe.

Os acontecimentos graves e estressantes como perdas significativas ou situações que atingem a gestante diretamente, como brigas conjugais ou com pessoas mais próximas, são causas de grande sofrimento fetal e, muitas vezes, não há como evitá-los.

 Para diminuir os efeitos nocivos ao feto, a futura mamãe deve aumentar os períodos de descanso, oferecer-lhe apoio afetivo e conversar com ele, esclarecendo-o dos acontecimentos.

Embora não haja compreensão das palavras, o feto capta o sentido do que lhe é dito e se tranquiliza. Assim, o vínculo mãe-bebê não é quebrado.

Como a psicologia pode ajudar na formação do vínculo mãe- bebê

Se o vínculo mãe-bebê não foi consolidado durante o período gestacional, há de ser formado depois do nascimento e, se necessário, com a ajuda de um profissional capacitado.

A psicóloga pode ajudar no estabelecimento de vínculo ensinando as massagens como a shantala, que ajudam ajudando a  desenvolver o vínculo, além de ter vários efeitos benéficos para os bebês.

A massagem, assim como o vínculo, começa na vida intra-uterina, quando experimentamos compressões, na maioria suaves, de diversos ritmos e batidas, distribuídas em amplas áreas do corpo e geradas pelos movimentos do bebê e o pulsar dos órgãos da mãe, quando ela respira, vibra, se emociona, se mexe, pulsa o coração, anda e também durante o trabalho de parto.

Portanto, a massagem após o nascimento é a continuação de uma relação recíproca de toques que já existia anteriormente entre a mãe e bebê.

A massagem Shantala uma massagem indiana derivada da técnica Ayurvédica, indicada para ser feita em bebês.

A prática foi popularizada pelo obstetra francês Frédérick Leboyer quando, em uma viagem ao sul da Índia, viu uma mãe acariciando seu filho de forma amorosa e acolhedora.

A mulher se chamava Shantala e a maneira dócil e cuidadosa como tocava a criança passou a ser estudada por Leboyer e conhecida mundialmente.

A Massagem relaxa o bebê completamente, além de relaxar a mãe, são momentos de completa entrega e união; além de auxiliar nas cólicas, no sono, na alimentação e a fortalecer a imunidade.

           

Referências Bibliográficas

LEBOYER, F. Shantala. São Paulo: Editora Ground. 2009

WINNICOTT, D. W. A preocupação materna primária. In: D. W. Winnicott Da pediatria à

Leia também: O desenvolvimento neurológico do bebê

 

 

Maíra Pedroso Soares, psicóloga CRP 06/92334.

Especialista em Psicologia Hospitalar e Neuropsicologia, atua na clínica atendendo crianças, adolescentes; adultos, casais e portadores de deficiência; faz avaliação e reabilitação neuropsicológica; realiza atendimento e orientação a gestantes no pré e pós parto.

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