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Autoestima da pessoa com deficiência

A Autoestima da Pessoa Com Deficiência: Uma Construção Sem Fim

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Autoestima da pessoa com deficiência.

O tema da autoestima é muito abordado em diversos blogs e sites de psicologia para auxiliar as pessoas a se conhecerem e se aceitarem como são, independente da sua particularidade como pessoa.

E uma pessoa com deficiência também passa pela construção da sua autoestima, com algumas diferenças: Autoestima da pessoa com deficiência.

Os estímulos podem ser considerados atípicos como os biológicos, ambientais, econômicos, sociais, culturais, familiares e interacionais.

A psicologia da deficiência é o estudo das respostas normativas de pessoas psicologicamente normais à estímulos anormais.

Por meio dos mais diversos prismas do mundo vivencial das pessoas com deficiência, através dos quais enfrentam o mundo e são por ele enfrentados.

Sendo assim, vamos conhecer um pouco sobre como se constrói a autoestima da pessoa com e sem deficiência.

Sim, porque independente de ser ou não uma pessoa com deficiência:

Autoestima da pessoa com deficiência. A construção da autoestima ocorre exatamente da mesma maneira.

Autoestima de pessoas com deficiência
Autoestima de pessoas com deficiência

Só que com algumas diferenças existentes entre todas as pessoas, pois nenhuma pessoa é igual à outra.

Quando falei sobre a psicologia da deficiência, os estudiosos entendem que não precisaria diferenciar a psicologia do desenvolvimento humano das pessoas em geral e das pessoas com deficiência.

Porém quando você separa as pessoas por categorias, por diferenças, acaba rotulando o desenvolvimento humano entre as pessoas com e sem deficiência.

Mas isso é um assunto para outro artigo.

Dentre as várias explicações dadas pelos estudiosos sobre a autoestima, prefiro reunir todas essas definições:

Creio que um significado mais acertado sobre a autoestima seja:

  • A apreciação sobre si mesmo (autoconceito);
  • Unindo a importância ou sentimento que tem de si (amor próprio, autovalorização);
  • Acrescido a todas as demais condutas e pensamentos que evidenciem a confiança, segurança e valor que a pessoa dá a si (autoconfiança);
  • Nas relações e interações com outras pessoas e com o mundo.

Portanto, não é somente dos sentimentos, pensamentos e comportamentos que temos, mas tudo o que está relacionado a nós mesmos.

Em sua grande maioria os estudos sobre autoestima apontam para influências desde a infância, caracterizadas como fatores importantes na construção da autoestima:

  • O valor que a criança entende dos outros em relação a si, demonstrado em afeto, elogios e atenção;
  • A vivência da criança com sucessos ou fracassos; Autoestima da pessoa com deficiência.
  • O significado pessoal da criança de sucesso e fracasso, os desejos e exigências que a pessoa impõe a si mesma para definir o que compõe sucesso; e,
  • A forma da criança reagir a críticas ou comentários negativos.

Seguramente, nos primeiros anos de vida, o universo envolvente, a família e as primeiras relações, são as que nos transmitem os primeiros subsídios sobre como funciona nosso ambiente.

Essas impressões iniciais ficam conosco por muito tempo, assimilamos internamente as informações iniciais como verdades e elas se tornam naturais para nós.

  • Os limites psicológicos e físicos;
  • A respeito da construção do ser no mundo;
  • Sobre educação;
  • Amor;
  • Relações afetivas;
  • Familiares;
  • Culturais e sociais constroem nossa autoestima.

Quando pensamos no mundo, ponderamos sobre o contexto do mundo que nos constrói, ou que desconstrói nossas vivências.

Portanto, é no “mundo’’ que nos conhecemos como ser, nessa transação infindável entre as fatalidades que nos direcionam e o que o mundo nos consente.

E não é diferente para uma pessoa com deficiência, que entende o mundo frente ao que consegue familiarizar-se até então.

Seu universo pode ser limitado e desconhecido, sua relação com o mundo é por meio das concessões e limites impostos pela família e sociedade.

Autoestima da pessoa com deficiência Sob este prisma, a construção da autoestima é a respeito dos limites do amor.

Os pais amam de tal maneira, que ao resguardar os filhos da dor ou sofrimento, muitas vezes, se comunicam de maneira dúbia, levando a criança a se perceber como incapaz.

Ou de os próprios pais acreditarem na incapacidade de seus filhos por terem algum tipo de deficiência.

Deste modo, a criança se desenvolve insegura, não se acha capaz de encarar as frustrações e se torna frágil. Autoestima da pessoa com deficiência.

Inúmeras vezes, essas crianças vêm ao consultório com os mais diversos diagnósticos, que evidenciam a construção da fragilidade, fazendo com que essa criança fique impossibilitada de mostrar suas potencialidades em lidar com as derrotas, perdas e dores, que são fatos que acontecem durante a vida.

Amar é do mesmo modo falar não, é dar apoio, sem que a potencialidade da criança fique sufocada.

Limite é imprescindível para qualquer criança, independentemente de ser ou não deficiente.

Para uma pessoa com deficiência é essencial que ela cuide desses aspectos em sua vida:

  • Não se compare com amigos, irmãos ou colegas e familiares. Você pode achar que a vida delas é melhor que a sua e pode acabar destruindo sua autoestima.
  • Não se cobre demais. Conheça seus limites e entenda que possivelmente estará continuamente fazendo o melhor que você pode.
  • Livre-se de pensamentos negativos de que algo vai dar errado antes mesmo de tentar qualquer coisa que queira realizar.
  • Ter uma atitude de derrota te imobiliza e te impede de dar um passo à frente.
  • Se fazer de vítima e jogar a culpa de suas possíveis falhas nas outras pessoas só te impede de seguir em frente, é preciso acreditar que você pode muito mais do que imagina.
  • Aceite-se exatamente como é: corpo, dificuldades e limitações só se tornam o centro das atenções quando você mesmo foca nisso.

Foque na sua felicidade, independentemente da sua condição física, porque o que realmente importa é a sua saúde emocional, equilíbrio e acreditar que suas limitações não te impedem de viver plenamente a sua existência!

Leia também o outro interessantíssimo artigo sobre pessoas com deficiência: https://opsicologoonline.com.br/pessoas-com-deficiencia/

Sandra Stefanes é Psicóloga (CRP 12/07831), Especialista em Educação Especial, Analista ComportamentalDISC e Hipnóloga Clínica.
Atua na cidade de Criciúma em Santa Catarina com atendimento clínico à jovens, adultos e idosos; ministra grupos terapêuticos e palestras. Também trabalha com orientação psicológica online.
Contatos profissionais: (48) 99611-1737
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