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3 Perfis de Usuários de Celular Smartphone – Eu Me Enquadro No 2º e Você?

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

“Antes o cachorro era o melhor amigo do homem, hoje em dia é o smartphone”

Essa frase presente na música Cidade Sem Cor do grupo de Rap Inquérito, retrata bem os dias atuais, pensando na relação das pessoas com a tecnologia, com a internet e com o celular smartphone. 

Você consegue imaginar sua vida hoje sem o celular smartphone? Como tiraria dúvidas a respeito de algum assunto? Iria na biblioteca como nos velhos tempos? E como faria para se comunicar com seus amigos?

Atualmente a internet está presente em grande parte de nossas vidas, e isso tem seu lado bom e seu lado ruim.

Nos últimos seis anos, houve um aumento de 143.8% de internautas no Brasil, segundo o IBGE.

Hoje, o celular smartphone é uma tecnologia acessível, praticamente qualquer pessoa pode ter um.

O acesso a internet, em todo os lugares, deixa as pessoas distantes mais próximas, mas por outro lado, deixa as pessoas próximas mais distantes.

Tenho uma pergunta para você!

Você fica incomodado quando está em uma roda de amigos conversando, e um, ou mais de um de seus amigos saca o celular smartphone e começa a teclar, como se não estivesse dando a mínima para o que está acontecendo ali naquele momento?

Sim? Não? Tanto faz? Sua resposta tem muito a ver com o tipo de usuário que você é!

Eu por muito tempo me incomodei com isso, hoje já não me importo mais, porque? Vou explicar nas próximas linhas.

Eu tive o privilégio de ver essa revolução que é o celular smartphone surgir, lembro que meu primeiro celular era um tijolinho, já achava incrível ter um aparelho que eu pudesse se comunicar com meus amigos de onde eu estivesse, bastava fazer uma ligação, para encontrá-los, e combinarmos de sair.

Hoje já não é tão habitual ligar para os amigos, preferimos deixar uma mensagem no whatsapp ou no facebook. Criamos grupos de amigos para combinar de ir a festas, roles, eventos, churrascos, etc.

E se um amigo seu que você conhece desde criança, não tiver um celular smartphone, não estiver no grupo, não estiver no Facebook para ser convidado para o evento? Ele não fica sabendo que os amigos estão combinando coisas, pois hoje simplesmente não ligamos mais para nossos amigos. Ou eles entram no jogo, ou ficam sem jogar!

Mudam-se os tempos, muda-se a forma de se comunicar e interagir com as pessoas queridas. Como eu participei da revolução, e ainda estou participando, no inicio, quando tudo isso ainda era novidade, sempre pensei ser deselegante, falta de educação, praticamente um insulto, quando uma pessoa sacava o celular na roda de amigos e começava a mexer, ignorando o que estava acontecendo ali no momento presente, sempre achei isso um absurdo.

Porém, comecei a ver as coisas com outros olhos, ao sair e conhecer pessoas mais jovens, que cresceram junto a essa revolução, percebi uma coisa. Para essas pessoas mais jovens, não era uma preocupação se seus amigos estavam olhando para o celular e não olhando para eles enquanto conversavam.

Percebi que para essa geração é algo comum conversar com outras pessoas olhando para o celular smartphone, e eles não se sentem mal com isso, isso não é um incomodo para eles como era para mim. Eles poderiam conversar, rir e se divertir, mesmo com a presença do celular smartphone, inclusive muitas vezes, o celular e o que rola por ali, são o que dão assuntos para eles/nós interagirem.

Ao perceber isso, comecei a refletir sobre. É claro que existem situações em que é muita falta de educação ficar olhando para o celular enquanto a outra pessoa fala. Dependendo do lugar onde eu esteja, eu desligo o celular, ou no mínimo desligo a internet e deixo no modo silencioso.

Porém é algo que está ai, está acontecendo e muitas vezes, como uso o celular para trabalho, eu me vejo fazendo isso

As vezes estou em algum evento, ou na aula de pós-graduação, e aguardando alguma resposta de email de um projeto muito importante, que eu preciso responder o quanto antes, pois isso é determinante. Ou talvez esteja esperando uma mensagem muito importante no whatsapp, então é inevitável dar aquela espiadela.

Antes eu me sentia muito mal em fazer isso, hoje já começo a olhar com outros olhos, talvez alguém olhar no celular enquanto outras coisas estão acontecendo não seja algo assim tão ruim. E mesmo que for, o que poderíamos fazer? Brigar coma pessoa? Como lidar? É algo que está ocorrendo, não temos como fugir disso.

De que forma poderíamos educar as pessoas, para elas saberem que há momentos que devemos deixar o celular desligado e dar atenção ao outro ou ao que acontece ao redor? dúvidas que carrego comigo!

viciado em celular

Percebendo a relação das pessoas com o celular smartphone, eu fiz algumas reflexões e percebi 3 perfis típicos de usuários de celular smartphone, dos quais compartilho com você abaixo:

3 Perfis de Usuários de Celular Smartphone

#Perfil 1 – Os Viciados

Podemos pensar nos viciados, aqueles que não podem deixar de olhar a telinha nem que seja por 10 min. Estão a todo momento ansiosos por respostas de mensagens, atualizações das redes sociais, joguinhos, aplicativos, é como se fosse uma relação de amor doentio, exagerado, um apego tremendo ao aparelho tecnológico.

Para esses o mundo pode estar desabando ao seu redor, que eles não estão nem ligando ou simplesmente não percebem. O fim do mundo para esses é quando acaba a bateria do celular, ai sim a vida fica um tédio, desinteressante, sem brilho nem cor. 

Esse perfil geralmente sofre com a relação de vício, por isso que alguns pesquisadores da área da saúde e das ciências sociais já estão começando a classificar o vicio em celular smartphone como um transtorno de dependência.

Pois essas pessoas realmente não conseguem se desligar do aparelho e isso começa a atrapalhar suas vidas, gerando problemas interpessoais, no trabalho, sofrimento psíquico, entre diversos outros malefícios para a vida como um todo.

De acordo com o site El Pais, depois que o celular smartphone surgiu em 2007, foi criado a palavra phubbing, que significa esnobar as pessoas para ficar olhando para o celular. Também foi criada a palavra nomofobia, que remete ao medo de ficar sem o celular smartphone. Ainda segundo a matéria no site  nós olhamos em média 150 vezes por dia para o celular smartphone, confira a matéria completa clicando aqui!

#Perfil 2 – Os intermediários

Há os intermediários, que dão uma olhadinha de vez em quando. Esses não são viciados, usam para se comunicar com os amigos, para trabalhar, dar uma olhadinha nas redes sociais, etc.

Porém a relação com o aparelho é algo mais saudável, sem o apego amoroso e porque não “doentio” dos viciados. Da para levar a vida numa boa sem ficar olhando a todo momento para a telinha.

Eu particularmente me enquadro nesse perfil. Vou dividir com você algo que aconteceu comigo.

Certa vez conheci uma pessoa e adicionei no whatsapp para conversarmos, conversamos um pouco, e como tenho muitas coisas a fazer, é comum eu desligar a internet e abandonar o celular por horas. Nesse dia lembro-me que desliguei por volta do meio dia e só fui ligar novamente umas 11 horas da noite.

Quando liguei a internet, tinha uma mensagem dessa pessoa perguntando por que eu sumi, eu ri e pensei “gente, que mundo é esse, como assim por que eu sumi? Não estar presente na internet então é sinônimo de sumir?” É, pelo que parece, nos dias atuais é assim, porém que seja, vou continuar “sumindo”.

Depois desse episódio eu costumo dizer para as pessoas que eu costumo “sumir” e se quiserem falar comigo, podem me ligar, que eu atendo, de boa, sem crise! 😀

#Perfil 3 – Os Que Negam

O 3º e último perfil, são os que negam a revolução da internet, ou pelo menos tentam negar, pois realmente está difícil viver fora disso. Esse perfil não gosta da tecnologia, é mais “roots”, prefere manter distância das redes sociais, da internet e geralmente critica os outros dois perfis.

Esses tentam evitar ao máximo ter que entrar para a revolução, e geralmente dizem que não se dão bem com a tecnologia, que não sabem mexer direito “nisso”. Mas no final das contas estão lá também, como todos os outros.

Por que não há como fugir disso, e esses acabam por ter que criar um facebook ou whatsapp, por conta dos amigos, da faculdade, do trabalho, etc.

Claro, apesar da internet e a tecnologia alcançar os confins do planeta, eu pensei esses perfis baseado em minha experiência, a partir das pessoas que eu conheço e das pessoas que observo nos lugares que frequento. Pode ser que você concorde comigo, ou não!

Escrevi essas linhas com o objetivo de gerar reflexões, afinal não podemos generalizar, cada qual tem seus porquês e suas formas de ser e estar no mundo e se relacionar com a tecnologia e com as pessoas.

Porém, não há como negar, as pessoas cada vez mais se apegam ao celular smartphone, nos resta pensar em como lidar com isso, pois para alguns, a relação com o aparelho começa a tomar características de dependência, podendo prejudicar suas vidas, nesse caso é necessário repensar a relação com o aparelho.

E você? se enquadra em algum desses perfis? Ou pensa em algum perfil diferente?

Deixe seu comentário abaixo, estou curioso para saber sua opinião!

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Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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