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RAZÃO e EMOÇÃO: Equilíbrio e Harmonia Que Resultam Em Felicidade

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

Razão e Emoção: O que quer dizer Racional? O que quer dizer Emocional? E qual a relação entra a Razão e Emoção? O que isso tem haver com nossas tomadas de decisão? Saiba tudo isso agora!

O ser humano tem, basicamente, três instâncias para a compreensão do mundo, quer seja:

  • A Dimensão Racional;
  • A Dimensão Emocional e
  • A Dimensão Espiritual.

A partir dessa compreensão já começamos a formular perguntas que podem conduzir a um raciocínio elementar que nos pode ajudar.

O que quer dizer “racional”?

Racional é uma palavra que vem de razão que, em matemática, quer dizer resultado, ou seja, o que conseguimos obter a partir de relações lógicas entre dois fatores.

Melhor explicando, quando colocamos duas “forças” em relação, obteremos um resultado “X”, que será compreendido como sucesso se for o que precisamos ou fracasso se ficar diferente do que “esperávamos”, sempre com base na lógica.

Isto nos parece óbvio, mas quando falamos em relações humanas esses resultados não são tão facilmente obtidos, pois existem inúmeras variáveis que interferem nos resultados e que necessitam ser consideradas para a plena compreensão desses resultados.

Nas relações humanas as variáveis envolvidas não são assim tão simples e o conhecimento de cada um dos fatores envolvidos nessa relação torna o resultado imprevisível.

Que variáveis são essas?

Variáveis são ocorrências que acontecem à luz da interação entre duas pessoas.

Vamos considerar alguns fatores que podemos classificar como “variáveis”.

  • Estado de Humor
  • Características Pessoais
  • Condições de Vida
  • Interesse
  • Autoestima

É da interação entre essas variáveis que vamos deduzindo os resultados.

Mas como é fácil observar, nem sempre os resultados são satisfatórios o que nos leva irremediavelmente a considerar também as outras dimensões envolvidas, e não raro, nos surpreendermos com as aparentes incoerências desses resultados.

O que quer dizer “emocional”?

Emocional é uma palavra que vem de moção que, significa “movimento”. Impressão produzida no ânimo pela visão ou audição de qualquer coisa, principalmente obras de arte. Pode ainda significar “desordem”, estado físico que envolve modificações na respiração, circulação e no sistema excretor, bem como repercussões mentais de excitação ou depressão (leia também: Como Ajudar Uma Pessoa Com Depressão?).

Como se pode observar, a definição de dicionário carece de elementos mais específicos e direcionados ao uso que fazemos da palavra em Psicologia. Em função disso vamos procurar explicitar, contextualizar mais o sentido que entendemos dessa palavra.

Quando falamos em emoção estamos nos referindo, principalmente, a processos que se desenvolvem a luz de fatos que são vivenciados pelo sujeito. Esses fatos provocam reações físicas de diferentes formas, quer seja sudorese (suor) quer seja distorção do campo visual quer seja distorção de audição. Daí o sentido de movimento, quer dizer, ao vivenciarmos algo que nos “toca” internamente, ficamos submetidos a experiências físicas que fogem ao nosso controle. 

homem emoções
As pessoas podem manifestar diversas emoções de acordo com sua experiência sócio cultural!

As motivações que produzem essas emoções são de natureza particular e privada de cada sujeito, embora possamos pressupor que podemos provocar certas emoções se levarmos em conta a experiência sociocultural da pessoa envolvida, quer dizer, se mostramos na televisão o atentado contra o World Trade Center de Nova Iorque podemos “inferir” que as pessoas ficarão “chocadas” e manifestarão diversas formas de emoção.

Leia Também: Resiliência: A Capacidade de SUPERAÇÃO – Como Seus Pensamentos Podem Te Ajudar a Ser Resiliente?

É daí que colocamos a questão racional em contrapartida da questão emocional, ou melhor, enquanto no contexto racional as reações são praticamente lógicas, objetivas e com resultados mais facilmente previsíveis, no contexto emocional as reações são, quase que invariavelmente, pessoais e de difícil previsão dependendo da história pessoal de cada um, da cultura em que o indivíduo vive e das condições multiculturais de transformação por que passa essa sociedade.

E por fim, temos dimensão espiritual (leia também: Meditação, Saúde E Qualidade de Vida), mas que no contexto do presente trabalho, não vamos tratar diretamente, esse tema fica para os próximos artigos.

Bem uma vez apresentadas as condições em que me apoio para falar do tema, vamos passear pelas consequências gerais que acontecem nas relações interpessoais.

Sabemos que culturalmente as nossas emoções são consideradas como manifestação de fraqueza, de insegurança, de falta de objetivos etc., contudo vemos frequentemente valorizado o sucesso de algumas pessoas por terem se dedicado emocionalmente em cuidar dos outros, por exemplo o fascínio que o trabalho de um Bombeiro exerce sobre a comunidade, o entusiasmo emocional que a população vivencia quando temos notícia de um salvamento.

Como exemplo ainda podemos citar Madre Tereza de Calcutá, uma pessoa especial que dedica a vida toda no intuito de salvar pessoas.

Então vamos olhando mais de perto essas aparentes incoerências, se por um lado acreditamos que bons resultados são conseguidos com aplicação racional, vemos também que as emoções mobilizam o público e torna essas pessoas especiais exemplos de comportamento.

O curioso de tudo isso é que pensamos que somente “pessoas especiais” podem conseguir resultados tão importantes, então nos colocamos como meros humanos e nos restringimos a achar que nós não poderíamos ter feito o que eles fizeram, afinal eles são especiais e nós somos simples mortais.

Como se pode deduzir, o confronto entre razão e emoção é perene em todas as relações. Esperamos que os heróis ajam com base em razões lógicas o que nos proporciona a vivência livre de nossas emoções.

Veja que curioso, para podermos expressar nossas emoções, precisamos que “alguém” em quem se confia aja com a razão.

Assim, parece que precisamos de “autorização” para nos emocionarmos, quer dizer, para não perdermos o “controle” deixamos esse controle a cargo de alguém mais racional.

Perder o controle
Perder o controle em muitos casos é agir apoiado pelas emoções!

Tudo isso vem nos mostrando o quanto tememos perder o controle da situação. Perder o controle foi por muito tempo considerado o grande sintoma da loucura.

E perder o controle em muitos casos é simplesmente agir apoiado nas emoções o que frequentemente é considerado imaturidade.

Em verdade, não há como agir sem levar em consideração a emoção e a razão, mesmo que não tenhamos consciência das emoções que nos mobilizam.

Então, o grande trabalho das Psicologia é levar o indivíduo a perceber mais claramente suas próprias emoções e levá-las em consideração em todas suas decisões.

Quantos medos nos assolam e nem nos damos conta deles. Quanto amor sentimos e nos negamos a reconhecer para não parecer patéticos e ingênuos. Quanta raiva só extravasamos nos escuros de nossos próprios quartos, por medo de ser mal interpretados.

Para negar nossas emoções, a grande artimanha é a utilização argumentada da razão, é explicar racionalmente os motivos que nos levaram a esta ou aquela decisão.

Vejo que para transitar por esses labirintos, é necessário que tenhamos coragem de expressar nossas próprias emoções, e lembrando sempre que a emoção nos leva a experiências inusitadas e com certeza serão as conexões emocionais que nos ajudarão a encontrar nossos próprios destinos, nossos amores, nossas conquistas, enfim, criar o novo.

Sem dúvida alguma o grande objetivo é que tenhamos equilíbrio entre a razão e a emoção e que se possa sempre admitir a possibilidade de aprender com o coletivo, com o grupo, com a sociedade, com a juventude e assim, juntos criarmos um ambiente suscetível a mudanças e apoiados na capacidade humana de adaptação para atingirmos melhores padrões de felicidade. 

Rubens de MelloRubens de Mello é Psicólogo (CRP 02/2779) com especialização em Psicodrama e atua na clínica. Consultor em Recursos Humanos há mais de 20 anos em empresas nacionais e multinacionais. Na academia trabalha como professor Supervisor e Terapeuta Didata em Psicodrama.

  • CONTATOS: Rubens de Mello Psicologo – Av. Cons. Aguiar, 1205 Cjto. 102 Boa Viagem – Recife – PE
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Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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