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Obcecados Pela Beleza: Ser ou Ter, Eis a questão!

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Beleza e estética podem ser paraíso? Prisão? Estamos irremediavelmente presos à nossa imagem? O espelho de vidro apenas denuncia esta prisão?

A avaliação psicológica deve anteceder procedimentos invasivos e sucessivos?

Você acredita que imagem é tudo? Vale tudo para ter o resultado sonhado?

Ser ou ter? Eis, a questão:

Espelho, espelho meu, és encanto ou maldição? Ser ou ter eis a questão!

Juventude eterna sempre foi sonho de consumo da humanidade. Hoje as ciências realizam intervenções estéticas antes inimagináveis. Infelizmente, a indústria da beleza tem riscos.

É muito tênue a linha que separa o cuidado saudável com o corpo de uma posição compulsiva. Procura obcecada por perfeição e resultados mágicos resultam em comportamentos excessivos, arriscados e desmesurados.

O próprio exagero mostra a distorção de realidade. Excessos. Dor. Frustração. Repetição. Resultado? Intenso mal-estar. Intui-se que a procura insana é necessária à “felicidade”. Ignora-se o corpo, particular, mortal e histórico.

Aliás, palco privilegiado dos conflitos. Construir uma imagem é também ser afetado por ela. O ser e o parecer se confundem. Engodo. Procedimentos e intervenções estéticas compulsivas são sintomas.

Falam de uma angústia de aniquilamento, do horror ao vazio existencial. Somente resta à compulsão em investir no corpo como necessidade do reequilíbrio do psiquismo que tanto padece. Será que o espelho dará a resposta esperada?

A tragédia é ilustrada por recentes casos famosos veiculados pela mídia.  O corpo não pode ser dissociado da alma, entretanto, luz própria emana da autoestima.

O cuidado pessoal e de quem se gosta são importantes indicadores de autoestima elevada e que envolve muito mais do que tentativas de manter uma aparência jovem. Luzes e presenças confundem e enganam somente os mais fragilizados.

O psiquismo precisa habitar o próprio corpo, um bem a ser protegido. Já o trabalho psicológico é movido pelo desejo e escolha do indivíduo em sofrimento. Não deve regulamentar diferença ou igualdades.

Não deve determinar padrões estéticos. Não define o que é próprio e impróprio, adequado ou inadequado, normal ou anormal.

A Psicanálise viabiliza um genuíno processo de conhecimento do si mesmo através da escuta diferenciada, no qual valores esquecidos, sentimentos sufocados, medos, angústias podem ser compartilhados. Espaço onde o novo possa ser criado e recriado.

Penso que brilho no olhar é resgatar o caso de amor

com a pessoa bela que você é.

Olhe-se no espelho!

Eliane Pereira Lima!

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Sobre a Autora: Eliane Pereira Lima é Psicóloga CRP 06/43457, Especialista em Psicologia Clínica, Organizacional e do Trabalho. Está em exercício clínico psicanalítico, com crianças, adolescentes e adultos há 21 anos. Possui forte vivência em grandes grupos de adolescentes em liberdade assistida e com familiares em cumprimento de medidas socioeducativas.

Atende na rua Operário Osvaldo dos Santos, 46 – Jd. Santana – Americana/SP

Fone: (19) 3468-3541 / (19) 99740-0046

Blog:http://elianeplimapsicologa.blogspot.com.br/

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Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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