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mais amor

Mais Amor e Menos Ódio Por Favor!!!

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Mais Amor

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Tivemos recentemente outro episódio de ódio acontecendo no mundo; dessa vez, numa boate em Orlando, Flórida, nos Estados Unidos.

Quarenta e nove pessoas morreram, e cinquenta e três ficaram feridas com a ação de um atirador que invadiu a boate fortemente armado. Mais Amor

Dessa vez, o alvo do ataque foi a comunidade LGBT, que, assim como outras minorias, costuma sofrer bastante preconceito, e ser alvo de muito ódio.

É muito fácil dizer que o assassino era “louco”, era uma aberração.

Assim, o colocamos quase como um E.T., um ser bem diferente de nós, que nada tem a ver com a nossa sociedade do século XXI, com nossa civilização. Mais Amor

Pois ele tem tudo a ver com a nossa sociedade do século XXI. Tem tudo a ver com a forma como pensamos.

Mais Amor Ele apenas deu um passo a mais, concretizou o ato.

Sua atitude de ódio se origina no nosso discurso de ódio do dia a dia, da mesa de bar, do cafezinho no trabalho, das redes sociais, do grupo do whatsapp, ou que ouvimos dos pais ou dos avós…

Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.

Machado de Assis

Recentemente li a notícia que a ginasta brasileira Daniele Hypolito irá usar em sua apresentação de solo nas olimpíadas do Rio uma música da cantora Anitta.

Nos comentários da notícia, 99% eram críticas pesadas. Muito discurso de ódio.

Algumas pessoas, desejando que a atleta quebrasse a perna ou até morresse por sua escolha musical.

O que está acontecendo com as pessoas? Mais Amor

Alguém, por gostar de uma cantora pop que está na moda, merece a morte?

O que acontece com a nossa sociedade?

Ainda somos muito preconceituosos, e ainda não admitimos, não aceitamos a diferença. Tomamos como um ataque pessoal a existência de pessoas ou ideias diferentes das nossas.

Ainda nos falta muita coisa.

Falta abrir os olhos. Ampliar os horizontes. Perceber que as coisas mudam, os tempos mudam. Mais Amor

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Mais amor por favor!

Notar que certos ensinamentos que nos foram passados não fazem mais sentido (e talvez nunca tenham feito).

Não por maldade de quem os transmitiu, mas porque talvez eles também tenham recebido esses ensinamentos sem refletir muito sobre isso.

Refletir. Pensar sobre um certo ditado ou frase feita, ou jargão, gíria. Analisar se é sabedoria ou preconceito o que está sendo propagado por aquela frase.

Deixar de lado aquele pensamento de “eu defendo os que são como eu”.

Deixar de atacar os que são diferentes. Pois você também é diferente nos olhos de muitas pessoas.

Entender que se você gosta de um time, um deus ou religião, um país, um ator ou atriz, um político, um estilo musical, um gênero sexual, uma cor de cabelo, ou simplesmente uma cor; isso não quer dizer que você tem que atacar quem gosta de um time, deus ou religião, país, ator ou atriz, político, estilo musical, gênero sexual ou cor diferentes dos seus.

Você pode se relacionar e se dar muito bem com essa pessoa.

Inclusive, quando um grupo ou uma pessoa nos causa muita raiva, horror, perplexidade sem que haja uma razão clara para isso (não atacaram você ou nenhuma pessoa próxima, por exemplo), convém nos questionarmos para tentar entender a razão disso.

Mais Amor De onde vem tanta raiva, tanta energia negativa? 

É bem possível que esse grupo ou pessoa tenha algo que nos atraia, ou que nos gere uma identificação ou simpatia com ele, e que isso cause uma repulsa, devido a ideias pré concebidas que vão contra essa mesma atração.

Desse conflito interno, então, surge toda essa agressividade, toda essa violência. Por nos sentimos atraídos, identificados, com ideias ou pessoas que estamos acostumados a odiar, criticar.

Já dizia Jung: “Tudo o que nos irrita nos outros pode levar-nos a uma melhor compreensão sobre nós mesmos”.

É incrível que em pleno ano 2016 ainda tenhamos tanto medo da diferença. Mais Amor

É das diferenças, das ideias diferentes, que nascem os grandes feitos, as grandes invenções. Novos tipos de música, de arte, novas tecnologias, novos conceitos.

Se todos pensassem igual, talvez ainda estivéssemos vivendo em cavernas, com medo de qualquer coisa que se movesse.

Aliás, talvez ainda estejamos.

ArthurArthur Gustavo Muniz Engel é Psicólogo (CRP: 05/32234) e psicanalista, pós-graduado em “Psicanálise e Laço Social”. Atua nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói, além de fazer atendimentos on-line. É também palestrante, supervisor clínico, orientador de grupos de estudo e consultor para jovens psicólogos.

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Carlos Costa

Psicólogo (CRP 06/122657), Coach, Empreendedor, Músico e Poeta. Idealizador do projeto O Psicólogo Online que tem por objetivo produzir conteúdo informativo e educativo sobre psicologia, saúde mental e assuntos relacionados, além de prestar serviços de orientação psicológica online.

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